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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Budapeste – Igreja na Caverna + Perrengue no Aeroporto

Gente, estou muito displincente. Quase um mês sem postar nada. Ainda não acabei o relato da Europa (ainda falta Roma), já fui para Buenos  Aires pela segunda vez e praticamente acabei de voltar de Ouro Preto (minha primeira viagem sozinha). Eu confesso que fico com “pena” de postar todas as viagens de uma vez...E se acabar? Mas aí eu penso: Se acabar...Eu viajo de novo! Rsrs.
Mas vamos ao que realmente interessa. Meu último dia em Budapeste. Essa cidade que me encantou tanto que pretendo voltar (espero que em 2015). Muitas coisas não conheci na cidade, como os famosos banhos termais, mini cruzeiro pelo Rio Danúbio e etc.
Colina Gellért
Como ainda tínhamos algum tempo até irmos para o aeroporto (nosso vôo para Roma estava marcacado para 20h) a Michelle queria nos levar para uma última volta na cidade.
Saímos de casa meio tarde já, tipo 10:00 da manhã e seguimos direto para a Colina Gellért. O dia estava mais quente que nos outros dias, fomos presenteadas até com um lindo céu azul, mas ainda não dava pra abandonar o cachecol (ok, eu queria estrear o cachecol azul que eu comprei no dia anterior em uma lojinha no centro de Budapeste J ).
A colina Gellért é um lindo passeio, mas vá com alguma disposição. O parque é bem bonito e você vê muita gente fazendo exercício, correndo, fazendo caminhadas, crianças brincando e etc. Chegamos a ver até um grupo de crianças que estavam na hora do recreio da escola. Todas andando em fila ordenadamente com a sua professora...Fofo demais!
Enquanto você sobe a colina, você pode admirar Budapeste de cima através de alguns observatórios aqui e ali.
Um dos observatórios da Colina Gellért
O dia estava lindo, mas a pessoa tem que usar o cachecol novo...rsrs
Igreja na Caverna
No meio do caminho para o cume da Colina, você pode parar na Igreja da Caverna. A igreja foi construída dentro de uma caverna.
Um pouco de história...
A igreja serviu como uma capela e convento até 1951. Durante este tempo, ela também serviu como um hospital de campanha para o exército da Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
Em 1945, o Exército Vermelho soviético invadiu Budapeste e por seis anos, a gruta continuou suas funções religiosas, mas em 1951, a Autoridade de Protecção de Estado invadiu a capela como parte de ação crescente contra a Igreja Católica. Como resultado do ataque, a caverna foi selada, o mosteiro superior, Vezér Ferenc, foi condenado à morte, e os restantes irmãos foram presos por mais de dez anos.
Hoje em dia a Igreja é um dos pontos turísticos visitados na cidade.
Igreja na Caverna
Interior da Igreja na Caverna
Topo da Colina Géllert
Depois de subir, subir e subir chegamos ao topo da colina e é lindo lá. Lojinhas de souvenirs e quiosques vendendo vinho quente estão sempre presentes.
Mas tudo que a gente sobe tem que descer né? Mas pra descer todo santo ajuda..rsrs.
Enquanto eu ia descendo ia pensando que era o nosso último dia ali e quase o fim da viagem. O último dia que estaríamos com a Michelle e sabe-se lá quando eu voltaria naquela cidade!
Vista do topo da Colina Gellért
Rumo à Roma
Voltamos pra casa naquele dia prontas para arrumarmos as malas, mas dessa vez não ia ser uma das tarefas mais simples. Íamos pegar um vôo low cost para Roma.
Voltando um pouco no tempo...
Enquanto estávamos comprando as passagens de trem aqui no Brasil, nós não conseguimos comprar o trajeto de trem Praga-Roma. E  eis que nossa amiga linda Michelle disse que tinha visto uma promoção de passagem aérea para Roma por 34.000 forintos o que dava em torno de uns 70 euros mais ou menos(com direito a uma bagagem despachada de 32 kg). O que para uma empresa low cost é um achado. Nós passamos nossos dados pra ela e ela efetuou a compra pra gente e quando chegássemos lá daríamos o dinheiro a ela.
Mas, porém, entretanto a mala tinha que ter exatamente 32 quilos. Se passasse um quilinho a mais, já era,  íamos ter que pagar excesso de bagagem. A Paula pediu para a Michelle comprar a dela já incluindo uma bagagem de mão extra, porque pagando a taxa pela internet ia ser muito mais barato do que pagar na hora do check in.
E lá fomos nós arrumar as malas. Tentar fazer com que a mala não ultrapasse os 32kg foi tenso. Gente, eu sofri. As coisas não cabiam direito...E quando cabiam passava dos 32kg. Eis que a Michelle deu uma ideia: “Coloque o que puder de mais pesado dentro da mochila e leve uma “bolsa” de mão maior com mais algumas coisas”. E assim nós fizemos...Na verdade estávamos com duas bolsas de mão, mas íamos tentar assim mesmo. Tinha que dar certo.
A Michelle se despediu mais cedo da gente, pois ela tinha que deixar a filha mais velha no balé. Mas o fofo do marido dela ia nos levar para o aeroporto de carro. O aeroporto é meio longinho do centro da cidade, deu mais ou menos uns 40 minutos.
Chegamos no aeroporto com mais ou menos 2 horas de antecedência e fomos parao “temido” check-in. Nunca fiquei tão tensa em check-in. Se aquela mala desse mais de 32kg eu estava mais do que ferrada. O dinheiro já estava acabando e eu não podia me dar o luxo de pagar 70 euros assim...
Nossa vez no check in:
Chegamos ao guichê da Wizz Air Hungary, entregamos os passaportes, coloquei a mala na balança, fechei o olho e torci. Abri o olho e lá estava: 30 kg...Ufaa...70 euros economizados. As malas da Paula também estavam dentro do limite permitido e eis que quando estávamos saindo do check in, a menina olhou pra nossa “bagagem” de mão e disse: Você precisa despachar essa bolsa. Oiiiiiiiiiiiiiii?? O_o. Fiquei como?? Gelei naquela hora. Ainda tentei argumentar: “Mas essa é a minha bolsa com objetos pessoais” (Cara de Pau total...rs). Desenrolamos mais um pouco e ela disse que poderíamos passar até o portão de embarque, mas que era muito provável que alguém ia pedir para despacharmos as bagagens. Bom, conseguimos nos safar ali no check in, mas a tensão ainda não tinha passado...
Passamos pela segurança...Raio-x e tal e entramos na área de embarque. E enquanto estávamos esperando,  notamos que tinha muita gente fazendo uma redistribuição de conteúdo. Tirando coisas de uma mala, distribuindo tudo em outras malas do pessoal da mesma família...Aí eu pensei: “Cara, vai dar ruim pra gente, vão encrencar com a nossa “bagagem de mão”. Olhei pra cara da Paula e ela entendeu o meu pensamento.
Começamos a tirar as coisas da nossa “bolsa de mão” e tentar enfiar tudo dentro das mochilas. Mas quem disse que cabia?? Não cabia...Mas aí eu lembrei. Noteboks, casacos e livros podem ser levados na mão. E assim fiz...Coloquei um casaco dentro do outro e vesti (fiquei com um calor desgraçado), tirei o notebook e um livro que eu levava na mochila, um pacote com papeis que eu guardava durante toda a viagem (que pesava 1kg no mínimo) e coloquei tudo na mão. Consegui enfiar o resto dentro da mochila e seguimos para o portão de embarque.
As coisas da Paula estavam mais difíceis de colocar dentro de uma bolsa só. Mesmo ela levando algumas coisas na mão, não estava dando certo. E foi aí que ela resolveu “furtar” uma sacolinha do free shop. Cara, quando eu vi ela já estava voltando com uma sacola na mão. Ela enfiou algumas coisas ali dentro e pronto. Quem iria implicar com uma sacola de free shop? Ninguém...Genial!
Chegamos em frente ao nosso portão de embarque  mais uma vez a tensão: “Tem que dar tudo certo...”. Entregamos o bilhete de embarque para a funcionária e passamos. Gente, nunca senti um alívio tão grande ao passar por um portão de embarque.
As coisas estavam pesando na minha mão, o calor estava insuportável (eu estava com 3 casacos pesados), a entrada do avião (pra variar) não era naqueles tubos normais...Não....Murphy nos amava...Tínhamos que pegar um ônibus que ia nos deixar na frente do nosso avião. Sério, eu não estava aguentando mais. Estava começando a suar, meus braços estavam tremendo com o peso, a mochila estava mais pesada que de costume, mas enfim chegamos ao nosso avião.
Eu tinha notado que no bilhete não tinha o número do assento e assim que entramos descobrimos: Empresas low cost não tem escolha de assento...É tipo terra de ninguém. Cada um escolhe o seu lugar e todos são felizes (ou não).
Depois de toda a tensão para sair de Budapeste eu só queria enconstar e dormir. Dormi o sono dos justos por pelo menos 2 horas.
E estávamos chegando no nosso último destino: Roma.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Budapeste – Neve e Castelo (Praticamente um conto de fadas)

Ahhh nem acredito que consegui uma brechinha no meu tempo pra voltar a relatar sobre a viagem à Europa. Já estava ficando triste por não ter tempo de continuar a saga..rsrs.
No dia anterior, a Michelle tinha nos dito que haveria uma grande probabilidade de nevar. Eu até achei que ela estava tirando uma onda com a nossa cara, pois estávamos em pleno outono ainda. Eu não sabia se ficava animada com essa possibilidade (pois eu nunca tinha visto neve na vida) ou se eu me desesperava (já que não tinha casaco tão pesado pra enfrentar neve).
E eis que no nosso segundo dia em Budapeste, a Michelle nos acorda às 07 da manhã toda animada e dizendo a frase que eu só pensei que ouviria nos filmes: “Está nevando!!!!”. Gente, eu estava morrendo de sono, meio que relutei pra acordar. Ok, ok eu nunca tinha visto neve, mas eram 07 da madrugada... Temos que levar isso em consideração...rsrs. Mas então, quando eu abri a janela, vi aqueles floquinhos brancos caindo do céu e parando no parapeito da janela, não pensei duas vezes. Peguei o meu casaco mais pesado, coloquei por cima do pijama e lá fomos nós pro quintal da Michelle às 07 da madrugada, rindo como crianças porque estava nevando. Michelle tirou algumas fotos nossas da barriga pra cima, porque não queríamos sair com calças de pijama...kkkkkkk.
"Não mostra a calça de pijama Mi.."..rsrs
Era a felicidade em pessoa...
Passada a fase vi-neve-pela-primeira-vez, o frio foi apertando e resolvemos voltar para o quentinho da casa da Mi. Tomamos um café da manhã típico europeu regado a chá e pão com nutella e fomos para a rua.
Castelo de Buda
Como o nosso passe de ônibus ainda estava valendo, fomos novamente para o centro e seguimos para a Ponte das Correntes. No dia anterior nós havíamos passado por ela, mas não chegamos a atravessar. Acredito que essa seja uma das pontes mais bonitas que eu vi, com leões enormes nas suas extremidades e cortando o Rio Danúbio...Lindo, lindo, lindo. Neste dia estava frio demais, como tinha nevado no início da manhã devia estar fazendo uns 5 graus. E atravessar uma ponte enorme nessa temperatura, não é a coisa mais agradável do mundo. Pausas e mais pausas para fotos e a cada vez que eu parava para fazer uma pose, parecia que os meus ossinhos iriam congelar...rsrsrs.
Ponte das Correntes...Linda, não?
Era muito frio pra uma pessoa só...
Depois de atravessada a ponte, chegamos ao castelo de Buda.
O castelo fica no alto de uma colina. Você pode subir num tipo de bondinho (tipo o do cristo redentor) ou subir a pé mesmo. Eu super recomendo subir a pé, pois você consegue ter uma vista linda da cidade com a ponte das correntes de fundo. A subida é bem tranquila e a paisagem...sublime!
Início da subida para o castelo de Buda
Falei que valia a pena subir a pé...
O castelo é dividido em diversas alas e é muito imponente, como todo castelo normalmente é. E eu realmente fico impressionada com a grandeza dos monumentos na Europa. Em uma época em que não existiam recursos tecnológicos, como as as pessoas conseguiam fazer obras tão lindas? #QueBruxariaÉEssa? rsrs
Nós ficamos um bom tempo ali nas áreas do castelo, entramos e saímos em diversas áreas livres. Você não precisa pagar para ficar ali pelo lado de fora. Se quiser conhecer museus e alas dentro do castelo aí sim...Mas nós não entramos não. A viagem estava no fim e parecia que o meu cérebro não ia absorver muita coisa mais sobre datas e nomes de reis e rainhas. Preferi só apreciar a arquitetura mesmo e ficar embasbacada com a paisagem.
Arredores do castelo...
Ai, ai...é tudo muito lindo gente!
Enquanto estávamos por ali comemos um pãozinho típico da hungria. Nós vimos isso também em Praga, mas não chegamos a comer. Era uma massa de pão que era assado enrolado num tubo e quando ficava pronto era salpicado com canela e açúcar. O nome do pão é: Kürtőskalács e não me peça para falar, porque não tenho a menor ideia da pronúncia...rs. Nós pedimos um para experimentar e era delicioso. Caiu muito bem com um chá quentinho que pedi em um outra barraquinha nos arredores do castelo. Como sempre, comi o pãozinho de luva e tudo porque o frio estava muito tenso...rsrs.
Comendo Kürtőskalács
Como era outono, o dia escurecia muito cedo, por volta de 17h parecia que eram 20h da noite. Nós fizemos o mesmo caminho de volta, tiramos mais fotos com a ponte das correntes de fundo, mas dessa vez com ela toda iluminada. Lugar lindo, lindo, lindo!
E a noite cai...
Ice Bar
Enquanto estávamos voltando pra casa, lembramos que queríamos ir ao Ice Bar. Num dos primeiros posts de Londres eu escrevi que queríamos ter conhecido o Ice Bar de Londres, mas que chegamos lá estava tendo um evento e não podíamos entrar. Acabou que não conseguimos ir e resolvemos deixar para fazer isso em Budapeste. Até porque seria muuuuuito mais barato. A entrada do Ice Bar em Londres era 16 pounds (em torno de 56 reais) em Budapeste a entrada custava em torno de 9 reais...Muito melhor, não?
Quando você paga o ingresso tem direito a um casaco, luvas e um drink não alcóolico. Você também pode pagar um pouco mais caro para ter direito a uma bebida alcóolica, mas eu acho que não vale a pena, já que você não está ali pra beber e sim pra tirar fotos das esculturas de gelo, até porque, no frio que faz lá dentro você não aguenta ficar nem 10 minutos lá!
Acho que faz uns -2 graus negativos aí dentro...
A pessoa tá rindo, mas tá congelando...rs
Nós entramos, tiramos foto, tomamos nossos “bons drink” e saímos. O lugar era pequeno, talvez  o de Londres fosse maior, mas entre 56 reais e 9 reais, fiquei com a segunda opção. Era fim de viagem e a grana estava começando a apertar...rsrs. E a grana estava apertando tanto que eu entrei em contato com o lugar que fizemos o nosso Visa Travel Money para carregar...Mas como nem tudo sai do jeito que a gente planeja e Murphy sempre está aí para o que der e vier, eu iria me estressar com relação a isso. Mas isso ia acontecer em Roma...e que estresse...rsrs.
Como tudo o que é bom termina, nosso último dia em Budapeste estava chegando e estávamos indo para o nosso último país...Itália!!! Mas não sem antes passarmos por um perrengue básico chamado Vôo Low Cost na Europa!
E a aventura continua!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Budapeste - Primeiro Dia


Depois de termos encarado mais um trem noturno, chegamos à Budapeste com um atraso de quase 2 horas. Não sei por qual motivo o trem atrasou tanto, mas eu lembro que durante a noite eu sentia o trem andar e frear repetidamente...A coisa boa é que a cabine estava vazia. Só tinha eu e Paula lá dentro, sem ninguém pra perturbar, fazer barulho ou até mesmo reclamar das nossas malas...rsrs.
Nós chegamos à Estação de Budapeste e fomos praticamente as últimas a sair do trem, porque será né? Tanta mala faz a pessoa ficar lerda mesmo..rsrs.
Estávamos preocupadas porque não tínhamos como avisar a Michelle que o trem havia atrasado. Ah! Em Budapeste não ficamos no sistema de couch surfing. Ficamos hospedadas na casa de uma grande amiga brasileira que não víamos a quase 10 anos. Estávamos mais do que ansiosas para chegar à casa dela, primeiro pelo fato de encontrar alguém conhecido e segundo por podermos nos sentir um pouco em casa...rsrs.
Um parênteses: A Michelle decidiu ir pra Europa estudar alemão, trabalhou como babá numa casa de família, conheceu um Húngaro (no metrô), tiveram uma história de amor daquelas que acontece em filme e ela decidiu ir morar com ele na Hungria. Aprendeu o Húngaro (que é uma língua muuuuito difícil), casou com ele e hoje tem 2 filhas lindas. E para nossa sorte ela mora numa das cidades mais lindas...Budapeste não estava no nosso roteiro oficial, mas a Mi falou tão bem da cidade e o quanto ela gostaria de nos reencontrar que pensamos: “Por que não?” E lá fomos nós!!!
Quando chegamos á estação de Budapeste ficamos tão felizes por ver a Michelle nos esperando que ríamos e dávamos gritinhos...Parecíamos adolescentes...hahahahah. Ela estava acompanhada do marido e da filha mais velha (uma fofa!). Eles foram nos buscar de carro, nos ajudaram com as malas e claro, fomos conversando até chegarmos em casa.
A casa da Mi era fofa, tinha um jardim bem bonito na frente. E foi só o tempo de tomarmos aquele banho pra espantar o cansaço da viagem, comer alguma coisa e partirmos pra rua. A Michelle queria nos mostar Budapeste e eu confesso que estava doida pra conhecer.
Conhecendo Budapeste
A Mi morava em torno de uns 20min do centro de Budapeste. Pegamos um ônibus perto da casa dela e tínhamos que comprar os passes de ônibus e metrô para os dias que estaríamos ali!
Antes de comprarmos os passes, precisaríamos sacar dinheiro local. Não tínhamos nada de Forint (nome da moeda na Hungria) e lá fomos nós caçar um caixa eletrônico. Até que achamos um bem fácil. Sacamos em torno de 30.000 Forint, que dava mais ou menos 100 euros, pois tínhamos que dar 17.000 forint para o marido da Mi que havia comprado as nossas passagens aéreas para Roma...Depois explico isso!!! E mais uma vez saí do caixa eletrônico com aquela sensação de mulheres ricas..rsrs.
Ela nos levou num lugar que vendia os passes e compramos para 3 dias. Poderíamos andar de ônibus e metrô ilimitado dentro daquele período. Não lembro quanto foi o passe (Mi, se estiver lendo o post, comenta aí embaixo pra galera saber quanto é...rs).
Pegamos outro ônibus e fomos direto para o centro de Budapeste. Do ônibus a Mi ia falando alguns pontos turísticos que seria interessante conhecer, fazendo um mini city tour com a gente..rs.
Descemos no ponto final do ônibus e começamos a andar...Gente, andar por Budapeste é a coisa mais gostosa que tem. Mesmo com o frio que estava fazendo nós pudemos apreciar bastante a cidade. Vimos que Budapeste tinha muitas estátuas...De tudo o que você possa imaginar e cada estátua tinha sua história própria! Andamos pelas margens do Rio Danúbio e vimos de longe o castelo de Buda e a Ponte das Correntes (um dos cartões postais de Budapeste).

Castelo de Buda

Uma das muitas estátuas de Budapeste
Centro de Budapeste
Lindo, não??
Andamos, andamos, paramos em uma barraquinha pra comer alguma coisa. Comi um pedaço do que parecia uma fatia de pizza (só que no formato retangular) com um molho branco por cima (não lembro o nome do molho), mas estava ótimo. Só que como a barraquinha ficava na rua, e estava fazendo frio naquele dia, a tal pizza esfriou meio rápido...rsrs. Eu era muito comédia quando comia na rua, como estava muito frio eu nem tirava as luvas...Melecava a luva toda de molho e qualquer outra coisa, mas pelo menos meus dedinhos estavam quentinhos...rs.
Depois de termos feito uma boquinha, fomos até à igreja de St. Istvan. A igreja é linda e você pode subir para ver a cidade de cima. Vale muito a pena.

Vista da Igreja de St. Istvan
Igreja St. István

Nesse mesmo dia o marido da Mi disse que iríamos sair pra jantar com um amigo dele e que deveríamos nos encontrar com ele no ponto de ônibus próximo ao Rio Danúbio. E la fomos nós né?
O lugar era bem bonitinho e o mais importante. Quentinho...rs. Só que tinha um problema, pra sair eu sempre colocava um casaco bonito por cima e por baixo um casaco meio fuleirinho...só pra esquentar. E eis que quando entramos no local a Mi disse que eu tinha que tirar o casaco, que era falta de educação ficar de casaco...Mas gente, eu ficar parecendo uma mendiga só com aquele casaco de fleece...rsrsrs. Mas não tive escolha...Tirei meu casaco bonitão e fiquei só com o mendigão de fleece...rsrs.
O jantar estava super agradável. Pedimos um tipo de frango recheado com batatas que estava muito gostoso! E enquanto esperávamos os nossos pratos o garçon trouxe uns 2 shots de uma bebida típica Húngara. Era quente, tipo vodka, mas era feita de maçã...Não era ruim não, mas deu uma esquentada legal..rs. Comecei a reparar que o garçon trazia sempre da tal bebidinha. No total ele trouxe umas 4 vezes e ainda tínhamos pedido vinho pra acompanhar o prato.
Eu já estava meio que fazendo as contas na minha cabeça né? “Caraca, essa brincadeira vai me custar quanto? Rsrs” Mas para a nossa alegria o dono do restaurante era amigo do amigo do marido da Mi...E vc teve que pagar a conta? Nem eu...hahahahhaha.
Voltamos para casa, meio felizes...Talvez pelo fato de que não tivemos que pagar a conta ou talvez pelo vinho mesmo..rs. Ainda tivemos que subir uma escadaria de não sei quantos degraus, acho que uns 200 e pouco, pelo que me lembro do marido da Michelle ter falado, e num frio de dar dó. A Mi, como ótima anfitriã, fez chá pra gente para nos aquecermos um pouco.
O nosso primeiro dia em Budapeste tinha chegado ao fim, mas ainda tínhamos mais 2 para aproveitar naquela cidade linda.