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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013 - Por Onde Andei Esse Ano?


Fim do ano chegando e quem gosta de viajar sempre faz aquela retrospectiva básica...Quantas viagens eu fiz esse ano? E que é alegria é descobrir que você fez mais de uma.
Esse ano pra mim foi um ano de viagens especiais, realizações de sonhos e viagens meio de última hora...Vamos relembrar!

Fevereiro – Buenos Aires

Pelo segundo ano consecutivo eu passei o Carnaval em BuenosAires. Sim, pode me chamar de louca, por não permanecer no Rio de Janeiro e fugir da folia, mas foi uma viagem incrível. No melhor estilo 4 Amigas e um Jeans Viajante (é o nome de um filme...rs) fomos rumo à terra dos Hermanos, das medias lunas, dos alfajores e do Freddo :). Como era a nossa segunda vez, queríamos fazer coisas que não tínhamos feito na primeira vez e foi aí que tiramos uma das nossas fotos mais corajosas (beijando um leão) e conhecemos o famoso “zoológico” de Lujan.

Las Chicas Mas Guapas...
"Gosto muito de você Leaõzinho..."

Aproveitamos também para conhecer o MALBA, um dos museus mais importantes da América Latina. Quadros famosos, esculturas nem tão famosas assim e uma aula de arte e cultura.

Entrada do MALBA

Março – Ouro Preto
Março foi um mês auto-conhecimento. Resolvi fazer uma viagem sozinha e não me arrependo nem um pouco de ter feito. Planejei tudo desde janeiro, vi albergue, montei o roteiro e me joguei com tudo em Ouro Preto.

A minha primeira viagem solo foi incrível e tenho ótimas lembranças. Como diz a música de Ana Carolina “aprendi a me virar sozinha...”

Me apaixonei pela cidade, me apaixonei pelo albergue em que me hospedei e me apaixonei pela cultura. Trouxe de brinde uma luxação no joelho direito por escorregar (literalmente) nas ladeiras de Ouro Preto, mas não me arrependo de nada. Depois dessa viagem tive coragem de me aventurar mais vezes nesse estilo!

Museu da Inconfidência

Julho – São Paulo
Um dia, três amigas e uma vontade imensa de viajar. Mas pra onde? Surgiu a ideia de se jogar em São Paulo por ser uma cidade relativamente perto e por conseguirmos fazer bastante coisa em um só fim de semana.

Resolvemos ir de avião na sexta-feira (para não perder a noite de SP) e voltar no domingo meia-noite chegando no RJ de manhã para ir direto ao trabalho. Loucura talvez, mas quem nunca, né?

Foi um fim de semana de descobertas de cantos da cidade que ainda não tinham sido explorados por mim. Um fim de semana onde comi maravilhosamente bem e um fim de semana com ótimas histórias pra contar.
Cheguei morta com farofa na segunda-feira, mas cheguei feliz!

SAMPA
 


Agosto – Paraty
5 Amigas e um aniversário. Comemorar os 28 anos no Festival da Pinga era o desejo de uma das amigas e lá fomos nós. Nos metemos em uma excursão e lá fomos nós. Se arrependimento matasse...rsrs.

Paraty é uma cidade encantadora, mas Agosto não é o melhor mês de conhecer a cidade. Chuva constante (daquelas fininhas que não param nunca) e a cidade fica bem cheia.

O ponto alto da viagem foi a Paella que comemos no último dia de viagem...Gente, que delícia.
Cartão Postal de Paraty


As amigas!
Setembro – Boston, New York e Búzios
Eu não disse lá em cima que 2013 foi um ano de realização de sonhos? Pois é...Ir para os EUA era um sonho de criança e conhecer NY foi especificamente a realização do sonho americano.

Graças aos meus tios que moram em Boston eu pude voltar ao Brasil realizada. Eu ganhei a passagem de ida e volta dos EUA e fui feliz. Pra quem já leu aqui no blog como foi a minha saga pra conseguir o visto americano, vai entender o motivo de eu ter ficado tão feliz.

Boston foi a cidade onde revi a família que não via há 20 anos. Matar a saudade de tanta gente que eu não via há tempos e de conhecer a cidade no modo slow motion, pois eu ficaria mais tempo lá.

New York foi no ritmo frenético, assim como é a cidade...Um lugar que não para nunca. Realizei sonhos como ver um Musical da Broadway e a Estátua da Liberdade. Conheci a cidade praticamente sozinha e me orgulho até hoje disso...A música que me define de quando voltei da viagem sozinha à NY: Aquela que toca quando o Rocky Balboa sobe todos os 72 degraus de pedra na entrada do Museu de Arte da Filadélfia “tananamm tananaam tattananam”

Não satisfeita de ficar 15 dias nos EUA eu voltei para o Brasil numa segunda-feira e na sexta-feira eu já estava indo pra Búzios...Eu precisava fechar as férias com chave de ouro e fechei. Jantei nos melhores restaurantes por causa do Eat In Rio, me hospedei numa pousada fofa e curti as praias deBúzios como ninguém.

Top of the Rock - NY
Boston



Píer de Búzios
Dezembro – Santa Maria Madalena
Depois de passar as férias viajando mais do que a Dilma a pessoa meio que decretou falência, mas aí né...A pessoa muda de emprego, a grana aumenta um pouquinho e uma das suas amigas diz que vai casar em outra cidade. Eu nem curti, né? Arrumei minha malinha e lá fui eu para Santa Maria Madalena. Cidade tranquila no interior do Rio de Janeiro onde o tempo para e você nem se importa...

Igreja da Matriz em Santa Maria Madalena

2013 foi um ano rico de viagens e espero que em 2014 a minha retrospectiva possa vir com mais lugares incríveis, mais pessoas novas na minha vida, mais experiências, mais histórias...mais Gaby Pelo Mundo!
E você? Viajou muito esse ano? Conta pra gente!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Boston – Minhas Impressões

Não é à toa que Boston é conhecida como a Nova Inglaterra. Se você já foi à Londres, sabe que a marca registrada da cidade são as construções feitas com aqueles tijolinhos vermelhos. E Boston também é assim... Pelo menos no centro de Boston.
Eu demorei a conhecer a cidade. Primeiro porque eu fiquei hospedada na casa da minha tia, que fica há mais ou menos uns 40 minutos do centro de Boston (de metrô), segundo porque eu cheguei em uma quinta-feira e no sábado de manhã eu já estava partindo para NY e terceiro porque quando voltei de NY eu precisei de um dia inteiro para me recuperar da “mordida” que dei na grande maçã (trocadilho infame, é... eu sei...rs).
Então, depois que já tinha me recuperado o suficiente de NY, me aventurei sozinha pelas ruas da Nova Inglaterra.
O Metrô
Boston possui 4 linhas de metrô e são diferenciadas por cores. É bem mais intuitivo do que o metrô de NY (com suas cores, letras e números). Você consegue fazer bastante coisa de metrô e conhecer as principais atrações da cidade.
O ticket pode ser adquirido direto no guichê com o atendente ou direto nas máquinas de auto atendimento. Você pode escolher um passe com uma carga inicial e depois recarregar o cartão. Eu carreguei $10,00 inicialmente e recarreguei o cartão uma vez. A tarifa custa $2,50.
As estações são bem mais amigáveis do que as estações de NY (ainda vou escrever sobre essa experiência...rs) e em nenhuma vez peguei o metrô insuportavelmente cheio (assim como no Rio de Janeiro em horário de rush). Todas as estações são muito bem sinalizadas indicando as saídas e as integrações eram feitas nas estações.
As Pessoas
Acho que sou meio suspeita para falar das pessoas (minha família mora lá..rs), mas uma coisa que notei em Boston (e em todas as cidades que eu passei nos EUA) era o atendimento.
Não interessa se você está comprando uma rosquinha no Dunkin Donut’s ou está almoçando em um restaurante mais caro, o atendimento era o mesmo: Como se o atendente tivesse saído de um musical...rsrs. Talvez só eu tenha tido essa impressão, mas pra mim pareceu assim.
Eu chegava pra comprar qualquer coisa e a pessoa falava: “Hello, how are you today?” Mas não era no nível normal da coisa, nãooooooo....era no nível musical da coisa. Sabe quando você faz um curso de inglês e tem aquela parte de listening (onde você precisa transcrever o que a pessoa acabou de falar), então...Eu sempre ouvia aquilo e pensava: “Não é possível, ninguém fala nessa felicidade constante.” Me enganei. Eles falam. E às vezes eu até olhava pra trás pra saber se o atendente estava realmente perguntando pra mim como eu estava...Oiiii??? Aqui no Brasil é tipo: “Débito ou Crédito, senhora?’ hahahaha.
Além da felicidade musical dos atendentes, notei também que a rapidez era outra especialidade do pessoal da Terra do Tio Sam. Sim, eles são rápidos e quando não são pedem mil desculpas pela demora (só falta dar o seu lanche de graça...rs).



Lembra ou não lembra Londres?

A Comida
Se você curte frutos do mar, Boston é a cidade certa pra você. Lagostas e ostras são as especialidades da cidade, tanto que o mascote da cidade é uma Lagosta. Você pode até trazer uma lagosta de pelúcia, se você quiser...tem aos montes. Não, eu não comprei uma pra mim, poderia ter comprado, já que eu já trouxe um dragão de pelúcia da Cracóvia...hahahaha
Eu nunca tinha comido lagosta nem ostra na minha vida. A lagosta eu amei (o marido da minha tia cozinhou especialmente para eu matar a minha curiosidade...Delicious) e a ostra...bom...digamos que não foi a minha comida preferida :-/
Mas se você não for do tipo i-love-sea-food você pode se aventurar nos diversos tipos de restaurante. Tem chinês, japonês, mexicano, americano, italiano...tem de tudo. Sério!
Fiquei com peninha das Lagostas quando elas foram pra panela...


Mas tudo mudou quando dei a primeira garfada...



Minha mãe sempre me ensinou a não brincar com a comida, mas não resisti...


O Mapa
Quem me acompanha há algum tempo sabe que eu tenho sérios problemas com mapas e com localizações. Eu costumo dizer que, se não fosse pela Paula, (a amiga que viajou comigo para a Europa) eu estaria perdida em Londres até hoje...rsrs. Mas Boston é uma cidade relativamente fácil de caminhar com um mapa. Até porque nada se compara à Amsterdam e seus canais ou Praga e seus nomes de ruas impronunciáveis...rsrs. Posso afirmar pra vocês que eu não perdi nenhuma vez J...Olha, estou progredindo (musiquinha do Rocky Balboa de fundo, por favor..rs).
As Atrações Turísticas
Ainda tem muita gente que torce o nariz quando alguém diz que vai pra Boston...Primeiro sempre tem aquele trocadilho com o nome da cidade, né? E depois sempre tem aquela alma abençoada que pergunta: “Mas o que é que tem de bom lá?” Minha resposta: Cultura, História e Belas Paisagens.
Uma cidade onde você vê mais verde que em NY pelas ruas. Uma cidade que você consegue fazer uma trilha de tijolinhos vermelhos (no melhor estilo Mágico de Oz) e conhecer toda a história da cidade. Uma cidade que possui o museu mais interativo que já visitei em toda a minha vida. Enfim, uma cidade que merece uma visita.
Enfim, essas foram as minhas primeiras impressões da cidade de Boston e agora que eu já a apresentei a vocês posso contar o que vi e vivi na Nova Inglaterra.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Primeira Vez nos Estados Unidos - 500 dólares no bolso e muita ansiedade no coração...

Então havia chegado o grande o dia. O dia em que aguardei desde a minha adolescência. Depois de 3 vistos negados eu já tinha perdido um pouco as esperanças de conhecer a terra do Tio Sam, mas como eu sou brasileira e não desisto nunca, tentei pela quarta vez e dessa vez, deu certo! (Leia a história do visto aqui...).
Uma grande parte da minha família reside nos Estados Unidos e uma das minhas tias (obrigada Tia Nice) me presenteou com a passagem de ida e volta para visitá-la e conhecer as maravilhas que a América oferece.
O dia era 28 de Agosto, às 10pm e eu embarcaria enfim para o meu sonho adolescente.

Murphy...A gente vê por aqui...
Pra variar eu cheguei bem cedo no aeroporto (eu fico com um medo enorme de pegar trânsito no trajeto aeroporto-casa e perder o vôo, quem nunca? Rsrs)
Eu não sei se era ansiedade ou se foi o lápis de olho que eu passei, mas a minha lente de contato começou a embaçar, mas não era embaçar do tipo tirou, colocou de novo e pronto...nãããão...Era do nível de ter que tirar e usar o óculos...Mas assim, pra quem não sabe, eu tenho 12 graus de miopia e usar óculos não é o melhor dos mundos pra mim...Costumo dizer que o óculos é a minha criptonita...hahahaha. Mas entre enxergar e ficar mais bonita, eu preferi enxergar... e lá fui eu para o check in.
Eu já fiz alguns checkins internacionais nessa vida, mas para os Estados Unidos foi praticamente um inquérito policial...Pensei até que ali era a própria imigração. Perguntas do tipo: “Você está portando alguma arma de fogo?” “A sua bagagem esteve todo o tempo com você?” “Alguém te deu alguma coisa no trajeto para o aeroporto?” “Qual o endereço que você vai ficar nos EUA?” Depois de respondido o inquérito  as perguntas, fui para a área de embarque. Me despedi dos meus pais e fui para a minha primeira  viagem internacional sozinha.
Voando de US Airways
Então a hora do embarque chegou...Eu já tinha devorado um fandangos, uns salgadinhos e um iced tea...Era muita ansiedade e como não tinha ninguém pra conversar, recorri ao whats app pra tentar acalmar os ânimos (e até que deu certo!)
Fui caminhando em direção ao avião e quando entrei...”Meu Deus, estou no avião dos filmes dos anos 80”...Gente, é sério o avião parecia meio velho, e confesso que fiquei com medinho “Ai meu Deus, é nisso mesmo que vou passar 10 horas no céu?” . Assim...o avião não possui televisões individuais, somente uma grande na frente e 2 nas laterais. Tinha aqueles canais de rádio meio muquiranas e é isso aí...Ai de você se não levar o seu tablet, livros ou qualquer outra coisa que te entretenha. Vai ficar chupando dedo...Assim como eu...hahahahaha.
Eles até tinham uma programação pré selecionada de filmes e seriados, mas é aquilo né...Se você quisesse assistir outra coisa, problema seu...rsrs.
Ah! E o fone de ouvido que eles deram tinha que ficar meio pra dentro e meio pra fora, sabe? Pro som sair dos dois lados!!! E eu fui assim até Charlotte onde seria a Imigração.
A Temida Imigração
O meu visto é de 10 anos, eu tenho um bom emprego no Brasil, mas não adianta...Eu fiquei com um cagaço danado na hora da imigração...Talvez seja pelo fato de eu só estar levando comigo $500 em dinheiro (meu dinheiro das férias não caiu no dia previsto e eu tive que me virar com o que eu tinha + cartão de crédito) ou talvez seja pelo fato que eu estva levando sementes de jiló na minha mala despachada (sementes, plantas e afins são estritamente proibidos...imagina a minha cara quando eu li isso no papel da imigração? O_o), ou ainda, talvez, seja pelo fato de eu estar de óculos e cabelo curto e na foto do meu passaporte eu estou sem óculos e cabelo grande...Os agentes da imigração poderiam achar que eu era uma foragida da polícia brasileira...vai entender a cabeça desses caras? Hahahahha
Mas então, lá estava eu depois de 10 horas de vôo, iria enfrentar a imigração ali em Charlote (minha conexão para Boston). Eu sempre achei que a imigração fosse feita no “ponto final”, mas pelo visto não era assim...Devia ser para facilitar as coisas pra quem fosse deportado...Já estava no meio do caminho, né? Rsrs
E chegou a minha vez...Percebi que estava indo bem rápido sem muitas perguntas...
(Trecho da conversa traduzida livremente para o português...rs)
Agente Imigração: Olá, tudo bem?
Eu: Tudo.
AI: De onde você é?
Eu: Brasil (Pô, tá no meu passaporte, né...pensei...rs)
AI: É a sua primeira vez nos USA?
Eu: Sim
AI: Quanto tempo você vai ficar no país?
Eu: 2 semanas
AI: Onde você vai ficar?
Eu: Na casa da minha família.
AI: Em que você trabalha no Brasil?
Eu: Sou consultora empresarial
AI: Ok, tenha um ótimo dia. Encoste a sua mão aí.
E pronto...Digitais escaneadas, passaporte com carimbo de entrada na mão...E eu estava livre. Livre para conhecer e viver o sonho americano. Pinto no Lixo, essa expressão descreve exatamente como eu estava me sentindo naquele dia!
Indo para Boston
A conexão em Charlote foi super tranquila. O aeroporto é relativamente pequeno e sem complicações. Wiffi liberado e algumas cafeterias na área de embarque (tomei meu primeiro Starbucks em solo americano...rs).
Ah! Em Charlote eu precisei pegar a minha bagagem e despachar novamente (foi a primeira vez que eu fiz isso, mas foi super tranquilo).
O avião da US Airways dessa vez era mais novo, mas continuou sem o entretenimento. Foram 3 horas de vôo até Boston e eu não tinha outra opção senão dormir...
Cheguei em Boston, e eu ainda não estava acreditando...Eu estava ali, naquele país que demorei tanto pra conhecer, iria ver a minha família que não via há uns 15 anos, iria poder fazer todas aquelas coisas que a gente vê no filme, mas não sabe muito bem se realmente existem...Eu estava prestes a  viver o meu sonho de adolescente e que sonho bom aquele!
Ah! E os $500? As minhas férias caíram no dia que cheguei em Boston e foi só eu transferir o valor para o meu travel money e pronto. No dia seguinte eu tinha dinheiro suficiente para a a minha estadia nos EUA.
E o jiló? Você deve estar se pergutando...Deu tudo certo. E quando eu cheguei aqui eu descobri porque a minha família queria as benditas sementes de jiló...Aqui o quilo do jiló é $8 e no Brasil o quilo é menos de R$ 2,00...tá entendido.

"Sonhos não realizados apodrecem a alma" Já dizia a minha mãe