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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Intercâmbio – 5 Passos para você estudar fora do Brasil

Desde que comecei a escrever o blog algumas pessoas sempre me perguntam como foi a minha experiência no Intercâmbio em Londres então, resolvi fazer um post especial para aqueles que estão pensando em estudar no exterior e acredito que depois de ler este post e respondendo as perguntas que serão feitas ao longo do texto, você consiga dar o pontapé inicial para estudar fora do País.

Pergunta 1: O que você quer estudar?
Você quer terminar o colégio fora do País (High School)? Você quer fazer faculdade fora? Você quer aprender ou aperfeiçoar uma língua estrangeira? Você quer fazer uma pós graduação? Você quer aprender uma língua e trabalhar? São inúmeras possibilidades, porém cabe a você escolher o que melhor se aplica ao momento da sua vida e o que mais vai agregar futuramente pra você.

- Minha Experiência: Fui aperfeiçoar o meu inglês e falo para todo mundo que valeu a pena.

Pergunta 2: Onde você quer estudar?
A pergunta crucial de alguém que quer estudar fora do País: Onde? O mundo é gigante e as possibilidades são muitas então, a partir do momento que você conseguir responder essa pergunta, já está com meio caminho andado...

Posso te ajudar dando algumas dicas, vamos lá:

Estados Unidos – Sem dúvida é o “top of mind” dos intercambistas...NY, Boston, San Diego, San Francisco, porém com o dólar não tão em baixa já não é um dos destinos mais baratos.

Canadá – Ótimo custo-benefício para os brasileiros e tem a vantagem de ser um país que fala duas línguas (inglês e francês).

Europa – O Euro não está tão amigável para nós, reles brasileiros, mas o Velho Continente tem a vantagem de ter fácil acesso a diversos países.

Reino Unido – A moeda mais cara, os dias mais cinzentos, mas que possui a cidade mais versátil...Londres. Onde a pontualidade é britânica e os transportes públicos funcionam como ninguém.

América do Sul – Argentina, Chile e Colômbia são os preferidos dos brasileiros para aprender espanhol. Já me disseram que a Colômbia é um dos melhores países para aprender a língua, já que eles possuem um espanhol “mais limpo”.

África do Sul – Achou estranho? Pois saiba que é um bom lugar para aprender inglês e não é tão caro quanto os outros lugares, tendo em vista que não é tãoooo procurado por intercambistas.

Austrália – O sonho de consumo de quase todos os intercambistas, mas quando chega a hora de ver o valor da passagem, o sonho vira pesadelo e você acaba escolhendo outro lugar mesmo! Com um clima bem parecido com o Brasil a Austrália é ótimo para aprender ou aperfeiçoar o inglês.

- Minha Experiência: Eu escolhi Londres. Afinal, em 2012 a Libra não estava absurdamente cara e eu iria aproveitar para mochilar pela Europa depois que o curso terminasse.

Pergunta 3: Como escolher a escola?
Independente do motivo do seu intercâmbio você vai precisar entrar em contato com alguma instiuição de ensino que ofereça o curso que você quer. É nessa hora que você vai entrar em contato com as agências de intercâmbio e existem vááárias delas no mercado. Segue uma listinha com as principais do mercado:

IE Intercâmbio – Localizada praticamente em todo o Brasil, a IE oferece um atendimento rápido e personalizado. Você tem a liberdade de solicitar orçamentos via e-mail e/ou tirar alguma dúvida que ficou no ar. As respostas são prontamente enviadas e você não fica na mão!

STB – Além de agência de intercâmbio a STB possui um diferencial, ela também é a responsável por confeccionar as carteiras internacionais de estudantes (o que é uma bela mão na roda lá fora, já que ela te dá vários descontos e ainda funciona como identificação civil). Eles trabalham também o Travel Money multi moeda e com vendas de passagens de trem para a Europa.

CI  Intercâmbio – Também com lojas físicas espalhadas pelo Brasil, a CI também oferece atendimento personalizado e rápido. Tem o diferencial de trabalhar com cursos bem especializados, caso você precise.

Minha Experiência: Eu fui pela IE Intercâmbio e fui super bem atendida. Mesmo quando o curso escolhido por mim não formou turma, a consultora da agência me respondeu prontamente e encontrou a melhor solução para mim!

Pergunta 4: Residência Estudantil ou Casa de Família? O que é melhor?
A dúvida cruel: Conhecer o estilo de vida de uma família típica do país ou ter liberdade? Tudo vai depender do seu propósito. Enquanto eu estava em Londres ouvi relatos de colegas de turma que estavam passando perrengues com as famílias (do tipo controlar a quantidade de banhos que tomava) e outros que disseram que a família era um amor. Então, vai do seu bolso (casa de família é mais barato) e do seu objetivo.

Minha Experiência: Eu escolhi ficar em residência estudantil. Era só eu, minha cama, meu notebook e meu banheiro. Ninguém controlova a hora que eu entrava ou saía ou o quanto de banho eu tomava por dia...hahahha. Eu preferi a liberdade J

Pergunta 5: É muito caro?
Depende do que você considera caro e depende como você encara o fato de fazer um intercâmbio. Sua mãe está mandando você ir ou você realmente quer agregar alguma coisa à sua vida? Se for a segunda opção, encare como um investimento.

A maioria das agências oferecem opções de pagamento facilitado e até parcelamento, às vezes  em 12 vezes sem juros.

Minha Experiência: Eu paguei em torno de R$4.500 para um curso de inglês de 2 semanas com acomodação em residência estudantil . Além disso foi pago um seguro viagem ($149 por 30 dias) + a taxa de consultoria da agência ($195).

Então é isso...Espero que eu tenha ajudado pelo menos um pouquinho e que agora você já possa dar o pontapé inicial para sair do sofá e conquistar novos desafios. Pé na estrada e coragem na mochila...Vai dar certo J

Se quiser saber como foi a minha experiência estudando inglês em Londres, clique aqui!

Dia de Pub ;)
PUB do lado da escola...isso que dá

Saudade da bagunça e da pizza por 2 pounds ;)
Dia de Night com as meninas da escola :) A "pré" foi no meu quarto regado de muita risada!


Hora de dar tchau...Todo mundo com seus certificados na mão :)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Museus de Futebol Pelo Mundo

Não é porque eu sou mulher e que até hoje não consigo entender o que é impedimento, que isto me “impede” de curtir futebol e querer entender um pouco mais a história desse esporte que é a paixão de 9 em cada 10 homens.

Já estive em alguns Museus de Futebol por aí e compartilho com vocês as minhas impressões e dicas sobre cada um que visitei.

Museo de La Pasíon Boquense

Buenos Aires – Argentina


Um museu exclusivo para falar do time mais famoso de Buenos Aires, o Boca Juniors. Time que foi a casa de Diego Maradona por alguns anos e que o estádio é conhecido como Caldeirão, devido à forma da arquibancada, onde parece que os torcedores ficam “em cima” dos jogadores.

Localizado no bairro de La Boca, próximo ao Caminito, o museu virou um dos principais pontos turísticos da cidade de Buenos Aires e vale a pena a visita.

O que esperar do passeio?
Muitas fotos, história do Boca Juniors, jogadores célebres, troféus e uma olhada no “caldeirão”. Se você obter o passe express você tem direito a ver o estádio de uma área dentro do museu. Se obter o ingresso no valor cheio pode ir até a arquibancada e ter a sensação de como é torcer por lá e não se espante se sentir uma leve inclinação pra frente, esse é o mistério do estádio do Boca.

Curiosidades:

- Você sabia que as cores do Boca Juniors (amarelo e azul) são em homenagem à Suécia?
“Suas cores provêm de um acordo entre os fundadores da equipe, que na indecisão de quais cores escolher para seu novo time, combinaram que elas seriam as mesmas da bandeira do primeiro navio que atracasse no porto de Buenos Aires. Esse acabou sendo um navio sueco, razão esta pela qual as cores do Boca Juniors são azul e amarela.” (Wikipedia)


- A cor do segundo uniforme do time é Rosa...vai entender?

Dica:

A loja de souvenir do Museu onde vende tudo o que você imaginar do time é meio carinha. Se você estiver disposto a doar o seu rim para comprar um casaco do Boca ou uma camisa oficial, vai fundo...rsrs. Maaaaas, se não se importar com a originalidade do produto e só quer uma lembrancinha mesmo, então vá em uma das várias lojas que estão localizadas em frente ao Museu. 

Lá você vai achar também de tudo relacionado ao time, mas não vai precisar vender nenhum órgão pra comprar! :-)


Informações:

Museo de La Pasíon Boquense
Brandsen 805
Ciudad Autónoma de Buenos Aires | CP 1161AAQ
Argentina



Horário: 10 às 18h
Preço: 
Visita Expres: 70 pesos argentinos (Em torno de R$23,00*)

Estádio Tour + Museu: 80 pesos argentinos (Em torno de R$26,00*)
Considerando 1 peso argentino = 3 reais


Uniformes do Boca
Dentro do Museu...

Ê..leleô, leleô, leleô, leleô...Bocaaaa

A taça é nossa...
La Bombonera é nosso...Ahaaa, Uhuuu!

Timeline do Boca Juniors!

Chelsea FC

Londres – Inglaterra


Um tour pelo estádio de um dos times mais importantes da Inglaterra. Pra quem é apaixonado por futebol pode ter um gostinho de se sentar na arquibancada e apreciar esse estádio, que confesso, é bonito.

Um guia bem humorado (que conhece bem os times brasileiros), acesso a alguns lugares que nós, reles mortais, não teríamos acesso normalmente e uma aula de história sobre o futebol inglês. E se você não sabe, foram eles, os ingleses, que inventaram esse esporte que parece que foi inventado por brasileiros. Decepcionou? É, talvez, mas pense, nenhum time do mundo tem a ginga dos brasileiros e cá entre nós, nenhum outro time do mundo é Pentacampeão mundial :-)

O tour vale a pena se você estiver com um pouco mais de tempo na cidade de Londres, como ele não é tão pertinho do centro da cidade, demora um pouquinho pra chegar lá. Nada que o metrô de Londres não chegue (por que acredite, você vai em todos os lugares de metrô).

Você conhece os vestiários, a arquibancada, a sala de imprensa o túnel por onde os jogadores passam ao entrar em campo e muito mais.

Curiosidade:
O estádio Stamford Bridge é localizado no bairro Fulham e que ironicamente é o nome de um dos maiores rivais do Chelsea!

Dica: 
A lojinha de souvenir do Chelsea também é meio carinha, mas lá você pode comprar uma camisa e gravar o seu nome na hora (por um custo adicional, é claro).

Informações:

Chelsea Museum, Stamford Bridge, Fulham Road, London, SW6 1HS
Estação de metrô: Fulham Broadway

Horários do tour: Segunda a Sexta – 10:00, 10.30, 11:00, 11.30, 12:00, 12.30, 13:00, 13:30 14:00, 14:30 e 15:00
ATENÇÃO O museu fica fechado no dia ANTES E NO DIA dos jogos europeus **

Preços:

Tour + Museu
Adulto – 20 pounds (Em torno de R$80,00*)
Criança (5 a 15 anos) – 13 pounds (Em torno de R$52,00*)
Abaixo de 5 anos – Grátis
Idoso e estudante – 14 pounds (Em torno de R$56,00*)
Ticket família (2 adultos e duas crianças) – 58 pounds (Em torno de R$232,00*)
*Considerando 1 pound = 4 reais


Stamford Bridge


Go Chelsea...
Dentro do Estádio
Dentro do vestiário
Quase lá...
O estádio é lindo!


Museu do Futebol
São Paulo – Brasil


E quem disse que o país do futebol não tem um museu à altura do penta? Claro que tem e ele está localizado em São Paulo, mais especificamente no Estádio do Pacaembu.

Sem falar de um time especificamente, o museu conta a história do futebol no Brasil, conta como esse esporte inglês e de elite (sim, só os ricos e brancos jogavam o esporte) veio parar na terra do sol, do samba, do carnaval e da mistura de raças. Mistura essa que deu certo, porque aqui o futebol ganhou graça, ganhou malemolência e agilidade. Os melhores jogadores do mundo saíram do Brasil e mesmo você que assim como eu, não liga muito pra futebol, em época de Copa do Mundo sempre torce, vibra e grita com o time brasileiro entrando em campo, quem nunca? Rsrs

O museu é mega interativo com áreas que falam sobre torcidas (você entra em um lugar que ouve o grito das torcidas e chega a arrepiar), sobre gols (narrados por locutores épicos do futebol), momentos históricos (seu coração bate forte com um curta narrado por Arnaldo Antunes sobre o dia que a seleção perdeu a copa do mundo no Brasil) e curiosidades sobre os times brasileiros.

Até uma partidinha de totó (ou pebolim, dependendo de onde você mora) você joga lá. Futebol virtual também tem...com hologramas no chão, você chuta uma bola projetada e brinca de futebol...
E depois de tanto futebol você ficou com vontade de fazer um gol? Então experimenta o goleiro virtual que fica disponível no fim da visita...Quem sabe você não marca um gol de placa?

Dicas:
-Sempre tem um guia em cada área pronto a tirar as suas dúvidas. Não fique com vergonha de pedir explicação.
- Você ainda tem acesso à um pedacinho do estádio do Pacaembu e pode dar uma olhada como é a arquibancada.
-O acesso ao estádio não é dos mais fáceis e não muito seguro. Alguns meninos de rua ficam parados por ali na entrada do estádio (que é enorme) então eu sugiro que você pegue um táxi no metrô Clínicas (linha verde), vai dar no máximo R$10,00 e você não corre riscos. Na volta, faça a mesma coisa, tem pontos de táxi bem na saída do museu...Não dê bobeira pra não fazerem um “rolezinho” com você!

Informações:
Endereço: Praça Charles Miller, s/n - Estádio do Pacaembu - Pacaembu - São Paulo – SP

Metrô mais próximo: Clínicas (linha verde)

Preço: R$ 6,00 (meia entrada para estudantes e idosos)

Grátis às quintas para todos os visitantes; nos demais dias, grátis apenas para crianças de até 7 anos.

Horários:

De terça a domingo: 09h - 17h / Segunda: fechado
Obs.: Horários alterados em dias de jogos.


Pacaembu...
Entrada do Museu

No Museu do Futebol: as crianças podem descobrir a velocidade de seus chutes
O goleiro virtual!
Museu do Futebol
Área sobre todos os anos de copa do mundo...Uma aula de história!
Entrada do Museu
Um pedacinho do Pacaembu
E num é que é verdade??? rsrs

E você já visitou algum museu de futebol ou fez ou tour? Conta aí pra gente!

Veja também como foi conhecer o maior estádio Brasileiro: O Maracanã!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Saia das Fotos Clichês e Inspire-se...

Estava eu um dia na casa de uma amiga zapeando a TV a cabo quando caio no Multishow, especificamente no programa Lugar Incomum apresentado pela Didi Wagner (Ex VJ MTV). O programa é bem interessante, fala de lugares conhecidos, mas com um olhar diferente. Naquele dia o lugar incomum (mas nem um pouco incomum...rsrs) era Paris.
Em uma determinada parte do programa a apresentadora lança aquela perguntinha: “Você está cansado de tirar as mesmas fotos em Paris?” Eu, quase que imediatamente balancei a cabeça pra televisão...hahahaha.
Tudo bem que já fazia um ano que eu tinha voltado da Cidade Luz, mas vai que por acaso eu fosse pra lá mais uma vez? Pelo menos iria com umas ideias mais originais pra tirar foto, né?
O Fotógrafo
Um franco-cambojano, um iphone e um dom. São essas três palavras que definem Vutheara Kham (pois é, esse é o nome dele). O cara tira fotos somente com o celular de ângulos que nós, reles mortais, não conseguimos “enxergar”. Ele já até pulicou um livro (Point of Vuth) só com as fotos que ele tirou com o celular.
Abaixo seguem algumas fotos que retirei do Instagram dele para que vocês possam entender o que eu estou falando...rsrs. Então, vocês já sabem...Se estiverem indo para Paris, inspire-se nessas fotos e saia do comum! Garanto que seu álbum no facebook vai chover de comentários e likes, vai por mim ;-)
Instagram: @vutheara
Facebook:
www.facebook.com/pointofvuth

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Roma - Último Post da Europa

Murphy Deu o Ar da Graça...
Era a nossa última noite em Roma, última noite de viagem, última noite na Europa. Tivemos um dia super cansativo com a visita ao Vaticano e queríamos fechar a noite com chave de ouro e então combinamos com o Charlie de nos encontrarmos às 21h na Piazza Spagna para fazermos um Pub Crawl na cidade de Roma.
Mas, Murphy, como não poderia deixar de ser, estava ao nosso lado para o que desse e viesse. E não é que ele resolveu dar o ar da graça no último dia de viagem? Pois é.
A Dayse deixou com a gente a chave de casa da portaria, do portão de vidro de entrada no prédio e da porta da casa dela. E eis que quando eu coloco a chave na porta de vidro de entrada do prédio...CREC...a chave quebrou...dentro da fechadura. Caraca, só podia ser sacanagem...Tínhamos que entrar para nos arrumarmos para o Pub Crawl. Começamos a ficar desesperadas e a Paula começou com aquele olhar fuzilante, do tipo: “Culpa Sua”. O mesmo olhar que ela me deu em Buenos Aires quando o meu celular não despertou para irmos ao Pub Crawl...rsrs (Clique aqui para ler sobre o dia...).
Cara, tentávamos de todos os jeitos abrir a porta e nada...Eis que vi um senhor saindo do bloco ao lado e fui correndo pedir ajuda no meu italiano macarônico. Para a nossa sorte ele era tipo o zelador do condomínio e tinha todas as chaves das portas de vidro. Explicamos que estávamos hospedadas na casa da Dayse e que não tinha ninguém em casa para abrir a porta pra gente. Ele nos entendeu, abriu a porta de vidro e agradecemos ao bom Deus. Mas aí veio a questão: Nós não queríamos sair sem a Dayse chegar porque senão ela ia ter que acordar de madrugada pra abrir a porta pra gente, judiação isso né? Eu pelo menos não ia gostar que fizessem isso comigo. Então, pensamos em ficar prontas e torcer para a Dayse chegar antes das 21h para podermos pegar a chave dela emprestado e sair...Deu, 19h, deu 20h, deu 21h, deu 22h e nada da Dayse...Falamos com o Charlie no celular e dissemos o que havia acontecido! E conseguimos falar com a Dayse nesse meio tempo, mas ela estava jantando na casa de uma amiga. Pô, a gente não ia chegar pra ela e falar: “Então Dayse, vem logo pra casa porque a gente quer curtir a night...”
Foi deprimente...As duas arrumadas, maquiadas, prontas para sair, porém presas do lado de dentro de casa, porque temos bom senso...rsrs. Acho que se fossem outras pessoas não estariam nem aí pra hora do Brasil e sairiam mesmo assim, mas mamãe deu educação né? Não é assim que se faz.
Então, naquela noite só nos restou...Dormir...rsrs. Eu ainda aproveitei para fazer upload de algumas fotos no facebook (era o meu meio de dizer pra minha mãe que estava viva...rs) e a Paula capotou mesmo, porque ela tava com uma gripe braba...Mas a danada ia sair mesmo assim pra night, porque ela é dessas...rsrsrsrsrs.
No dia seguinte...
Acordamos no dia seguinte prontas para encararmos nossa última arrumação de mala. E mala para avião é o tipo de mala certinha, chata...Peso dentro do limite, um saco...Eu, como sempre, arrumei razoavelmente rápido. Eu só tinha uma mala e uma mochila. Paula tinha 2 malas (ahh sim, ela comprou mais uma mala em Roma) + uma mochila de mochileira + mala de mão. Como ela tinha 3 malas para despachar, eu despacharia uma mala dela como sendo minha para ela não precisar pagar excesso de bagagem.
Malas prontas, devidamente dentro dos limites, fomos ter um almoço de despedida com a nossa anfitriã que nos recebeu tão carinhosamente. Ela nos levou em um restaurante perto da casa dela (fomos andando). E eis que no último restaurante eu comi uma massa bem gostosa. Ok, ainda não foi AQUELA massa italiana, mas de todas que havia comido em Roma, achei a mais gostosa.
Como a Dayse precisava trabalhar naquele dia, ela não ia poder nos levar ao aeroporto. Então, a Dayse pediu um táxi pra gente (porque estava fora de cogitação pedir um táxi em italiano macarrônico...rs). Nos despedimos da Dayse e esperamos o táxi chegar.
Mais ou menos próximo do horário, a CIA de táxi ligou, eu atendi e olha que surpresa quando me peguei entendendo e falando italiano...Eu ri de mim mesma quando desliguei o telefone...Até agradeci a menina (Prego = De nada em Italiano).
Decidimos deixar 2 euros para a Dayse consertar a chave da porta de vidro, deixamos um postal do Rio de Janeiro em cima da mesa e fomos em direção ao aeroporto.
O táxi deu 70 euros (só Jesus na causa...rs). Meus últimos euros de viagem foram destinados ao táxi. Chegamos sem transtornos ao aeroporto, fizemos nossos check ins e fomos procurar onde era o Tax Refund.
Tax Refund
Lembra que lá em Londres nós pegamos as notas dos produtos que compramos lá? (Clique aqui para ler sobre este dia). Pois é, como Roma era o nosso último destino, teríamos que fazer tudo ali. Nós pegamos todas as notas e todos os recibos de tax refund, entramos numa filinha onde uma pessoa confere os tickets, recebemos um carimbo e fomos em direção ao guichê da empresa que reembolsa. No caso da Paula ela recebeu uns 100 e poucos euros em dinheiro por tudo o que ela havia comprado em Londres e a mala que comproou em Roma. Eu só tinha o tax refund da minha máquina digital e da mala que comprei em Londres. O relógio que comprei em Roma não consegui tax refund, pois era necessário gastar uma quantia acima de 150 euros. Deixei pra lá...rsrsrs.
No meu caso, não fui reembolsada em dinheiro. Tive que preencher a notinha com as informações do meu cartão de crédito, colocar a notinha dentro do envelope da operadora e depositar numa caixinha. Na notinha dizia que eu seria reembolsada via cartão de crédito. Tive que levar fé nisso né? Rsrs.
Mas funciona viu? Uns 2 meses depois recebi um crédito no meu cartão de crédito com o valor que seria reembolsado.
Chegando ao Brasil
O nosso vôo era pela Alitália...Vôo direto Roma-RJ, sem escalas...Perfeito. Nós não estávamos sentadas juntas, o que eu não achei tão ruim. Quando a gente viaja com uma amiga por tanto tempo sempre rola uns estresses, desentendimentos. O que é super aceitável...Pessoas diferentes convivendo muito tempo juntas. Nunca poderia ser 100% felicidade. Uma hora eu estava de mau humor, outra hora, ela estava de mau humor. E em Roma eu posso considerar que foi a cidade do feedback. Aquele momento que a sua amiga fala pra você assim: “Gaby, você está estressada, gritando comigo, você não é assim”. E é aquele momento que você cai em si e chora...Chora, porque realmente aquele não é o seu temperamento, chora porque está morrendo de saudade do seu país, chora porque está com muita saudade dos seus amigos e família, chora porque está há 35 dias sem comer arroz e feijão...rsrsrsrs.
Então, voltamos em poltronas separadas. E eu vim refletindo na viagem...Foram 35 dias, 8 países (contando com o Vaticano) e muitos quilômetros de trem...Perrengues, erros, acertos, achados, perdidos, amizades, estresses, mau humor, euforia, alegria...Muitos sentimentos vividos intensamentes. Uma das maiores viagens da minha vida e uma das mais inesquecíveis.
O vôo foi tranquilo, sem turbulências e a minha felicidade ao ver o dia amanhecendo dentro do avião é inexplicável. Eu estava voltando pra casa.
Cheguei no aeroporto, passei super rápido pelo freeshop, porque eu já sabia o que comprar, me despedi da Paula e fui correndo para os braços da minha mãe que estava me esperando no saguão do aeroporto e chorei, mais uma vez, porque dessa vez...Eu estava de volta e sim, eu ia comer arroz e feijão naquele dia!
Sinto saudades da Europa e sentirei saudades mais ainda de escrever sobre o velho mundo...Mas, eu sei que ainda terei muitas histórias para contar...O mundo é grande demais e graças a Deus, a internet não tem um espaço limitado para receber essas histórias. #GabyPeloMundo
*Se você quiser receber a planilha com o roteiro da Europa, é só curtir a página do blog no facebook (link aí em cima do lado direito) e me enviar um inbox.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Habemus Papa – Um dia no menor país do mundo (Vaticano).

E eis que era o nosso último dia em Roma e praticamente nosso último dia de viagem. Decidimos que iríamos visitar o Vaticano, o menor país do mundo e que fica dentro de outro país O_o
Eu não sou católica (e acho que já falei isso aqui algumas vezes), mas não é porque não sou adepta dessa religião que não vou visitar locais tão importantes. Por exemplo, entrei em diversas igrejas ao longo da viagem e todas elas eram católicas. Mas como não se impressionar com a arquitetura da Catedral de Notre Dame em Paris ou a St. Paul’s em Londres? Como não ficar embasbacada com o interior da Igreja de Santa Bárbara em Kutná Horá ou até mesmo não se emocionar ao entrar na Capela Sistina? Não tem como gente...Assim como eu não sou hindu ou budista ou judia não significa que não admirarei a obra de arte. A arquitetura pra mim é uma das obras de arte mais incríveis que existe...Momento de aplausos para os arquitetos que estão lendo isso...Vocês são demais.
Mas então, voltando ao post...
Nós, mais uma vez, encontramos com o Charlie para a nossa aventura diária e descemos na estação de metrô mais próxima do Vaticano. Aqui vale um parênteses...Se você quer ir primeiro à Basílica de São Pedro, desça na estação Ottavianno, se você quiser ir primeiro ao Museu do Vaticano, deve descer na estação Cipro.
Nós descemos na estação Cipro, demos uma andadinha de leve e notamos que no caminho tinhm várias agências turísticas vendendo pacotes de tour no museu do vaticano...Não demos muito bola e continuamos andando. Chegamos à entrada do Museu e imagina a nossa cara quando vimos a fila quilométrica da entrada? Era por volta de 10 da manhã e já tinha aquela fila toda, só Jesus...Nós não íamos entrar tão cedo se ficássemos naquela fila toda...Então, apelamos...Voltamos para a rua das agências de turismo e compramos um “pacote” de tour no museu do vaticano que incluia um guia e ingressos para o museu e o melhor, sem precisar encarar a fila. Pagamos 40 euros pela mordomia, pagamos caro, eu sei...O ingresso comprado na hora custa 16 euros e você também pode comprar online e evitar a fila (http://biglietteriamusei.vatican.va/musei/tickets/do). A única vantagem que tínhamos era o guia e que ainda por cima não precisávemos ficar grudados nele, para escutá-lo. Todo mundo recebia tipo um radinho com um fone de ouvido para ouvir as explicações do guia, mesmo se você se afastasse um pouco. Era bom que a galera não ficava tão aglomerada..rs.
Museus do Vaticano
Voltamos para a fila enoooorme que tínhamos visto anteriormente, mas dessa vez a gente tava na boa...Eu sei que é ridículo, mas que a sensação de olhar para os “reles mortais” esperando na fila e você passando na frente é indescritível....isso é... Vai dizer que só eu penso isso nessa hora? Ahhh vááááá...rsrsrs.
Brasão do Vaticano...
Entramos no hall do museu, onde são comprados os tickets e ali eu já pude perceber que tudo seria grandioso naquele local.
Seguimos o nosso guia e de cara, quase nos perdermos dele...kkkk. Achamos que era pra subir a escada rolante quando na verdade era pra esperar o povo...E eis que os 3 malucos começam a descer a escada rolante de subida...#ShameOnMe. Passado o momento vergonha alheia, voltamos para o nosso grupo e começamos o tour.
Iniciamos pela área onde tinha um globo de ouro enorme no meio de um jardim, se é que aquilo pode se chamar de jardim...rsrrs. Mas eu já tinha me acostumado aos jardins europeus...Sem flores, somente arbustos simétricos...rsrs.
Esse jardim é chamado de Jardim da Pinha, porque tem uma pinha enoooorme no jardim. E é nesse jardim que você vai ficar pelo menos 30 minutos ouvindo explicações sobre os afrescos de Michelangêlo na Capela Sistina. Ok, o inglês do nosso guia não era ruim, mas vamos combinar que ouvir por 30 minutos as explicações debaixo de um sol (sim, porque neste dia estava um belo dia de sol) não é uma das coisas mais divertidas do mundo. As explicações estavam super interessantes, mas vai cansando né gente...rsrs. O guia explica tudo naquele momento porque quando se entra na Capela Sistina ninguém consegue ouvir nada, muita gente e tal. Então ali no jardim eles colocam várias placas com algumas imagens dos afrescos e as explicações em diversas línguas.
Jardim da Pinha...E o globo gigante

Depois das devidas explicações continuamos o tour pelo museu. Um parênteses...Eu não falei pra vocês que em Paris precisaria de pelo menos 1 semana para conhecer o Louvre todo? Pois é, acho que posso dizer o mesmo do complexo de museus no vaticano. Aquele lugar é enorme e cheio de obra de arte. Cada galeria, cada corredor, cada parede tem um quadro, uma escultura, uma história...Tirei foto de tanta coisa, que nem sei mais o que é o quê nas fotos...rsrs.
Tô dizendo que é tudo grandioso...
Vista de uma janelinha do museu...

Durante o tour nós visitamos as Salas de Rafael, onde estão expostas as obras de arte do pintor. E que coisa linda...Visitamos também a galeria das Tapeçarias e as Galerias do Mapas. Eu curti a galeria dos mapas...Ver como as pessoas viam o mundo era engraçado...Só existia a Europa, nada de Américas ainda, alguns monstros desenhados no meio do mapa pra simbolizar as feras do mar, a evolução dos mapas e consequentemente do mundo. Territórios novos, tudo foi evoluindo.
A Capela Sistina
E eis que o momento mais esperado do tour chegou. Conhecer a capela mais famosa do mundo. E como não criar expectativas com um lugar que você só conhece através de filmes, livros e documentários? Ok, eu já tinha aprendido algumas lições que a Europa me ensinou e a primeira delas era: “Não crie expectativas com as obras de arte”. Sim, porque depois da Monalisa (inserir Leia sobre a Monalisa aqui...) eu esperava de tudo.
Então, eu estava lá...Entrando na Capela Sistina. O lugar onde é realizado o conclave (evento onde se escolhe o papa), o lugar onde os artistas mais renomados pisaram e o lugar onde você não consegue sentir nada desse sentimento no momento que entra...kkkkkk. Por que? Porque é tão cheio (e nem era alta temporada hein) e meio escuro que você fica na verdade meio perdido...Você não sabe se olha para as paredes, para o teto, para o altar...Seus olhos demoram a se acostumar com tantas imagens. Depois de muitos esbarrões, eu enfim consegui olhar pra cima, ficar com dor no pescoço e admirar por um momento aquela obra-prima de Michelângelo. Sim, porque é somente o teto e o altar (onde está a pintura do juízo final) que foram pintadas por Michelângelo. As laterais foram pintadas por diversos artistas da época.
Gente, tem que ser muito gênio pra pintar daquele jeito, com tantos detalhes e olhando pra cima...Seu campo visual não é o mesmo e fora que Michelângelo deve ter ficado com um torcicolo danado...rsrsrs
O local é meio escuro para não estragar os afrescos, pois a luz do sol danifica as pinturas. Os flahses das máquinas fotográficas também danificam, mas quem é que consegue conter uma multidão insandecida por fotos e mais fotos da Capela Sistina. Não tinha como tirar uma foto sem flash naquele ambiente meio escuro (não com a minha máquina...rs). Eu cometi uma atrocidade e sim, tirei várias fotos com flashes (desculpa aí Michelângelo, mas queria deixar registrado esse momento...rs).
Michelângelo estava muito inspirado...
A Capela...
Não tem como não tirar foto...
Saímos da Capela Sistina e fomos dar uma descansada perto de uma lanchonetezinha...Que pra variar, vendia coisas com preço pela hora da morte...Mas eu tinha uns biscoitos na bolsa, uns chocolates e deu tudo certo...Deu pa aguentar um pouco até sairmos dali.
Até a escada de saída é grandiosa...
Praça São Pedro
Saímos dos museus do vaticano e fomos para a famosa Praça São Pedro.
Paramos para almoçar ali por perto. Era praticamente nossa última refeição na Itália e achamos que íamos comer A massa, mas não foi daquela vez...Normal...A gente não deu uma dentro!
A praça é linda, de fato, mas tinha uma parte em reforma. No meio da praça avistamos a Basílica de São Pedro, mas vocês não fazem ideia do tamanho da fila...Eram quase 16h e sério estava impossível. Concluímos que não iríamos visitar o interior da Basílica, o que hoje eu me arrependo um pouco, porque dizem que é linda (eu já vi fotos, e sim...é lindíssima), mas como eu joguei minha moedinha na Fontana Di Trevi, eu sei que um dia vou voltar à Roma...rsrs
Praça São Pedro
Essa praça é linda mesmo!
Ficamos um bom tempo ali na praça, tiramos fotos e mais fotos...E nos despedimos do menor país do mundo!
Terminamos o dia com um gelatto, como não poderia deixar de ser, e seguimos felizes para casa. Era o nosso último dia em Roma e queríamos aproveitar a noite né? Mas esse é o próximo e último post da Europa...Já estou com saudades de escrever sobre o velho mundo L